Oi pessoal, tudo certinho?
No post anterior, a gente falou sobre os riscos de ingerir scat. E justamente por isso, decidi seguir nessa conversa e trazer este texto: um passo a passo focado em redução de danos, pra quem já decidiu praticar e quer fazer isso com mais consciência.
Isso aqui não é um incentivo. Também não é um sermão. É informação. Porque se tem uma coisa que não ajuda ninguém é fingir que isso não acontece.
Então vamos lá!
Coisas importantes antes da prática
Antes de qualquer coisa, como já dito antes é importante alinhar uma expectativa simples: não existe forma totalmente segura de comer scat. O que existe é cuidado antes de decidir, e atenção aos detalhes que podem diminuir riscos.
Os preparativos começam muito antes do momento em si e envolvem alguns pontos importantes, tanto para quem vai fornecer como para quem vai receber:
- Atenção à saúde geral
- Alimentação mais controlada nos dias anteriores
- Boa hidratação
- Evitar drogas e qualquer substância que irrite o intestino
- Evitar fezes líquidas, que aumentam bastante o risco
- Menores quantidades reduzem o impacto e a exposição
Para quem vai fornecer
Se você é a pessoa que vai fornecer o scat, o cuidado com a sua saúde não é só consigo, é também com quem vai receber.
Manter exames em dia é fundamental. E não estamos falando de teste rápido de farmácia ou de postinho. O ideal é fazer exames laboratoriais completos, incluindo hepatites (especialmente Hepatite A), ISTs como sífilis, clamídia, gonorreia e outros exames de rotina.
Outro ponto importante é a saúde intestinal. Parasitas nem sempre dão sintomas claros, então, o uso de vermífugo pode ser indicado para quem fornece, desde que com orientação médica. Isso ajuda a reduzir riscos parasitários.
Além disso, atenção redobrada se houver qualquer sinal de infecção intestinal, diarreia, dor abdominal ou mal-estar recente. Nesses casos, a prática deve ser evitada.E como eu disse antes, alimentação, hidratação e intervalos adequados entre práticas também fazem parte desse cuidado.
Pra quem vai comer
Pra quem vai comer, o cuidado também começa antes e continua depois. Aqui o foco é reduzir impacto no corpo e evitar atitudes que parecem ajudar, mas só pioram a situação.
Antes da prática, alguns cuidados simples ajudam o corpo a lidar melhor com riscos, mesmo sem eliminar completamente a possibilidade de problemas:
- Evite fazer isso se estiver com aftas, feridas na boca, gengiva sensível ou sangrando
- Evite se estiver com imunidade baixa, gripe, infecção ou diarreia recente
- Não faça em jejum extremo
- Hidrate-se bem no dia
- Quanto menos frequente a prática, menor o estresse no organismo
Importante: não existe preparo que “blinde” o corpo. Esses cuidados só diminuem a chance de complicações.
Comi, e agora o que fazer?
Depois de ingerir, o foco passa a ser cuidado. Não provoque vômito e não tente compensar a prática com laxantes, chás ou qualquer método caseiro de purificação, isso não funciona e pode causar mais danos.
Hidrate-se normalmente e observe o próprio corpo nas horas seguintes. Um leve enjoo pode acontecer, inclusive por fatores psicológicos, mas sintomas intensos não devem ser normalizados.
Nos dias seguintes, continue atento. Algumas infecções não dão sinais imediatos. Seu corpo costuma avisar quando algo não vai bem
Quando é hora de procurar ajuda médica?
Febre, dor abdominal forte, diarreia persistente, vômitos frequentes ou sensação de mal-estar que só piora são sinais claros de que é hora de buscar atendimento.
Não precisa entrar em detalhes, basta dizer que houve ingestão de material fecal já é informação suficiente para que o profissional saiba como conduzir o atendimento.
Escolher comer scat é atravessar um limite. Fazer isso com informação, consciência e cuidado não tira intensidade da experiência. Pelo contrário: evita que o prazer vire medo, culpa ou problema de saúde depois. Redução de danos não mata fetiche. Ela protege.
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